segunda-feira, 1 de março de 2010

Entre e vista-se

Entrevistou
entrou e vestiu-se
mas a roupa ficou no chão

Entre vistas
vestiu-se com falas, gestos e páginas
brancas, negras, coloridas ou não

Entrevista
era tudo o que desejavam
concedeu, decorou com fotos e ninguém leu

[e niguém sabe. e ninguém viu. e quem ousar saber. já prometeu. que não vai dar. nem um piu.]


Fran Yan Tavares

4 comentários:

Márlia disse...

Isto é coisa de antropólogo, querendo ser lido depois de escrever uma tese...

entra veste a roupa que lhe dão pede que dispam suas memórias, constróe tudo, habilita para a leitura o que era dito...

ninguém lê.
:P

Fran Yan Tavares disse...

Vai ver que estava com a cabeça por essas bandas mesmo... divagando...

Rafaelle Melo. disse...

Mais um bom poema, com um belo jogo de palavras!!

Definiria sua poesia como leveza de palavras!

Como sempre, parabéns!

Fred Raposo disse...

Ficar impressionado é obrigação por aqui Fran, sempre melhorando, sempre emocionando cara.

Não pare de escrever.
é serio.

Veja-me pedindo por favor.
:)