terça-feira, 13 de julho de 2010

A sela na cela

Quando há fogo na fornalha
qualquer vento vadio
pode cortar feito navalha
e qualquer espinha no frio
vira brasa, arde, reluz e espalha

Dizem: o cavalo passa selado uma única vez
e quando ocorre é união virtude-fortuna
não segurou as rédeas e tudo se desfez
tal como vento nas volantes e brancas dunas
e não adianta esperar horas, dias, mês...

Mas, eu poeta de nenhum talento
prefiro não pensar em certo nem errado
a estrada vai além: é preciso tempo
mais uma vez o cavalo pode passar selado
e como a vida seja dura trocou as ferraduras: um alento!


Fran Yan Tavares

2 comentários:

Lara Virgínia disse...

Linda!

Helena Barbosa disse...

adorei suas palavras.
passarei sempre por aki..
e que bom que para nós (desconhecidos) há possibilidades..
pq possibilidades, para mim, é sinônimo de janelas abertas. Ah, e é tão bom ver o sol!